Prémio Bial distingue investigação na área da Paramiloidose

Estudo realizado pelo Centro Hospitalar Universitário do Porto e Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, vence Prémio Bial de Medicina Clínica 2020.  

O trabalho “A Paramiloidose em Portugal e no mundo: de doença fatal a doença crónica com qualidade de vida preservada”, foi o vencedor da edição Prémio Bial de Medicina Clínica 2020, cuja cerimónia de entrega dos prémios se realizou no dia 29 de abril. A investigação foi desenvolvida em colaboração entre os dois centros de referência nacionais para a Paramiloidose Familiar, Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUPorto) e Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHLN).  ​A equipa de investigação foi coordenada pela neurologista Teresa Coelho, Diretora do Serviço de Neurofisiologia do CHUPorto, sendo composta por Isabel Conceição, neurologista do CHLN, Mónica Inês, docente de Econometria da Saúde no Instituto Superior Economia e Gestão e de Farmacoeconomia na Universidade Lusófona, Mamede de Carvalho, neurologista e Subdiretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e João Costa, neurologista e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

O estudo traça a evolução da paramiloidose desde que foi identificada pelo neurologista português Mário Corino de Andrade na década de 50, a partir do estudo clínico e patológico de um grupo de doentes oriundo predominantemente da região da Póvoa do Varzim e Vila do Conde, até aos nossos dias.

Teresa Coelho,  salientou que a paramiloidose é atualmente uma doença com tratamento e que quanto mais cedo for detetada, melhores serão os resultados obtidos com esses mesmos tratamentos. 

O Prémio Bial de Medicina Clínica foi criado com o objetivo de galardoar um tema livre de elevada qualidade intelectual, dirigido à prática clínica e que represente um trabalho com resultados de grande relevância.