Doença renal associada ao Lúpus

Descoberto biomarcador que permite ​prever a evolução da doença renal associada ao lúpus.
 
Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde - ​i3S, Centro Hospitalar Universitário do Porto e do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, descobriram um biomarcador específico em doentes com Lúpus Eritematoso Sistémico,  que permitirá antecipar a evolução da doença e agir atempadamente de forma a evitar a perda progressiva e irreversível da função renal. 
 
A investigação, que foi publicada na revista Arthritis and Rheumatology, permitiu a descoberta de uma "assinatura molecular única" em doentes com Lúpus Eritematoso Sistémico.  
O Lúpus Eritematoso Sistémico é uma doença autoimune que atinge na sua maioria jovens mulheres e que tem um impacto negativo na qualidade de vida dos doentes. Carateriza-se por alterações da imunidade, com auto produção de anticorpos que podem originar a inflamação e lesão de vários órgãos. 
Uma das manifestações clínicas mais comuns e graves da doença é a nefrite lúpica, que afeta até 60% dos doentes, podendo evoluir para doença renal crónica, e mesmo necessidade de diálise, em cerca de 25% dos casos.